News

Coluna Luiz Motta: O usuário do Software livre em Geoprocessamento

Vou iniciar minhas postagens apresentando o personagem "Kiko" e o tema "O usuário do Software Livre em Geoprocessamento". O Kiko é um usuário que sempre se indaga, "O que eu tenho haver com isso!", e quando pode, faz a pergunta: "Na prática, para que serve isso?".

Ele estará presente em todos os temas, onde, de alguma forma, tentarei responde-lô.

Vamos ao tema: O usuário do Software livre em Geoprocessamento.

Software Livre (SL) em Geoprocessamento (SLGeo) é SL como em qualquer área, logo vamos ver um pouco sobre SL, mas antes vamos distinguir sobre SL e freeware (software gratuito).

O SL e o freeware podem ser utilizados sem precisar pagar pela licença ou uso de royalties. O freeware geralmente tem a característica de ser um demostrativo, seja do software comercial com limitações de uso, ou ser uma propaganda do autor do programa.

Kiko ("Kiko tem haver com isso"):

1) Você pode usar o programa legalmente, mas usar não te dá o direito de permitir a outras pessoas usarem esse programa. Para que você coloque um freeware ou um SL como parte de um serviço ou programa que você está vendendo, deve-se atentar a licença do programa, e as obrigações que você tem que cumpri-la.

2) Os tipo de licenças de SLGeo, servem mais como orientação às pessoas que queiram escrever códigos de computador que utilizem os fontes que estão disponíveis nos SL. Geralmente, os fontes estão disponíveis em bibliotecas, que são arquivos que possuiem funcionalidades que são utilizadas pelos programas.

Para utilizar SLGeo não significa ter que ficar escrevendo código de computador, o interessante é saber quais são essas bibliotecas que os SLGeo utilizam. O usuário de SLGeo ciente das bibliotecas que o software utiliza, vai na documentação da biblioteca para saber mais como trabalhar com o SLGeo. Logo, temos uma noção de comunidade, projetos de SLGeo convive com os projetos das bibliotecas livres.

Kiko:

3) Um dos exemplos mais comuns é saber quais são os tipos de arquivos que podemos trabalhar num SLGeo. Basta lermos a documentação da biblioteca utilizada pelo SLGeo para entrada e saída de arquivos. Sobre bibliotecas livres, vamos ter um post sobre esse tema, mas precisamos ser práticos! Se você quer saber se o Quantum GIS lê ou grava arquivos, basta ir no site da GDAL:
O usuário do SLGeo passa a pertencer a comunidade de SL. No início, sua participação é usar o programa, com o tempo, ele começa a descobrir como o programa trabalha, quais são os padrões que usa para processar dados espaciais, e aos poucos, começa a perceber que o conhecimento disponível pela comunidade de SL é a grande surpresa que está por vir.

Os documentos sobre padrões abertos são extensos, e tem vários estágios, o padrão pode ser uma proposta, um padrão aceito, chegando a um padrão largamente utilizado. O padrão mais utilizado é o modelo de armazenamento de dados espaciais vetoriais, esse define como podemos criar e processar os dados.

Novamente, mais um tema a ser explorado, para quem está ficando curioso com esse tal de padrão, pode dar uma olhada na OGC (http://www.opengeospatial.org/), mas aconselho primeiro a  procurar na Internet apresentações sumarizadas, afinal a OGC é um consórcio que define padrões, sendo numa linguagem mais técnica, é mais ou menos, como você estivesse lendo uma norma da ABNT.

Kiko:

4) Dessa vez fico devendo uma "prática", mas no post sobre padrão aberto terei como esclarecer. Para não ficar sem resposta sobre a importância do uso de padrões abertos, imagine o quanto seria interessante poder aproveitar todas as características de apresentação de um layer, como exemplo um tema de rios, com suas simbologias diferenciadas por categoria, feitas no ArcView ou Mapinfo ou AutoCad ou Microstation ou Spring,...., enfim, poder usar uma definição de estilo de um layer feitos por outro software, assim, poderíamos com o nosso software utilizar o estilo de simbologia feito nas cartas do IBGE, bastando o IBGE disponibilizar o arquivo com o estilo SLD (Style Layer Descriptor).

Para finalizar o post, irei comentar sobre o FOSS4G. O FOSS4G é o acrônimo de software livres de fonte aberto para Geoprocessamento, sendo um evento mundial sobre softwares nessa área. O público são de pessoas e empresas envolvidas nos projetos FOSS4G. Os projetos são variados, mas boa parte pertencem a OSGEO (Open Source Geospatial Foundation), e também são mostrados trabalhos de Geoprocessamento utilizando FOSS4G.


Participação no FOSS4G 2010, em Barcelona.
Até a próxima e FOSS4G para todos!
Luiz Motta

Geotecnologias Luís Lopes Designed by Templateism.com Copyright © 2014

Imagens do modelo de Bim. Tecnologia do Blogger.