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Apresentação: coluna de Christian Nunes

Olá companheiros... 


Estou iniciando hoje uma pequena contribuição, no blog do Luis Lopes, sobre a temática da cartografia e de como ela vem sendo entendida no espaço acadêmico e profissional. Inicialmente vou relatar minha experiência na área.

Meu primeiro contato com a cartografia na universidade foi no ano de 1998, quando entrei no curso de licenciatura e bacharelado em Geografia na Faculdade de Geografia e Cartografia da Universidade Federal do Pará, no campus do Guamá, em Belém, estado do Pará. Naqueles anos da graduação tive uma aproximação muito tímida com os estudos cartográficos, pois as disciplinas somente demonstravam a parte teórica da cartografia, não tínhamos um laboratório e nem equipamentos onde os alunos pudessem trabalhar com softwares de geoprocessamento e de sensoriamento remoto, desse modo, os estudos eram muito superficiais, sem uma carga-horária prática. Felizmente, hoje, o curso de geografia da UFPA já oferece um instrumental em geotecnologias que antes não dispunha. 
 
A aproximação com a cartografia começou a se estreitar em minha vida no ano de 2004, depois que me formei e tive oportunidade de trabalhar como consultor ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do município de Inhangapí, no estado do Pará. Naquele momento, que coincidiu com minha entrada em um curso de especialização em Gestão Ambiental, também na UFPA, aprofundei minha leituras sobre a cartografia e os principais instrumentos de gestão e ordenamento territorial (EIA/RIMA, Cadastro Técnico Multifinalitário, Unidades de Conservação, ZEE, etc) e comecei a entender, na prática, onde eu poderia utilizar os conceitos e categorias da geografia e da cartografia que tinha aprendido na graduação. 
 
fonte: FFLCH, USP
 
No ano de 2005 tive que me ausentar do trabalho como consultor e ingressar no mestrado em Geografia na UFPA. Sendo que, quando retornei ao curso de geografia, já tínhamos um aparato tecnológico que oferecia o suficiente para eu aprofundar meus conhecimentos, agora de forma prática, na cartografia. Com ajuda de colegas da graduação que atuavam como monitores do Laboratório de Análise da Informação Geográfica (LAIG), com destaque para o amigo Luis Sadeck, pude conhecer ainda mais as importantes ferramentas disponíveis para a cartografia dos dias de hoje. 
 
No ano de 2006 ingressei, por um concurso de cargo temporário, como analista intelectual no Sistema de Proteção da Amazônia – SIPAM, no Centro Regional de Belém, onde, entre outras funções, tive que elaborar diversos mapas e ministrar cursos de softwares de geoprocessamento em vários municípios da Amazônia. A experiência no SIPAM durou três anos e meio e me possibilitou um conhecimento significativo/prático do que podemos extrair e manipular da informação espacial em meio computacional ou não, além do que, a experiência no SIPAM também me aproximou de pessoas que se preocupam a disponibilizar/democratizar a informação e o aprendizado sobre a cartografia, como o colega Luís Lopes. 
 
Em setembro de 2009 fui aprovado e convocado para exercer o cargo de Professor da graduação em Geografia da UFPA, onde ministro disciplinas ligadas à cartografia, geoprocessamento e sensoriamento remoto, além de coordenar o LAIG e disponibilizar a diversas pessoas – alunos da UFPA ou não, cursos gratuitos na área de cartografia. Também na UFPA venho desenvolvendo, ou participando, de projetos e atividades em que o uso da cartografia é imprescindível, enfocando não somente a parte técnica de manipulação das geotecnologias, mas também analisando os conceitos e categorias importantes para se entender onde a cartografia pode ser aplicada.
 
Minha coluna será direcionada a alunos de cursos de graduação ou profissionais que estão iniciando seus estudos em cartografia. Os textos terão como principal objetivo discutir sobre a importância do uso das ferramentas de cartografia – mais precisamente suas geotecnologias, nos mais variados setores da atividade humana, enfocando, principalmente a educação cartográfica e a ocupação humana do espaço geográfico. Para isso, faremos uma análise inicial sobre a importância da ciência cartográfica desde seus primórdios, buscando elucidar o leitor que está iniciando suas leituras de forma bem básica, mostrando os principais tipos de representação e da linguagem da cartografia para posteriormente demonstrar, na pratica estudos onde a cartografia e suas ferramentas são analisadas e podem subsidiar os trabalhos dos leitores. Espero contribuir na discussão e estimular ainda mais a curiosidade de quem deseja aprender.

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